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domingo, 20 de maio de 2012

VENDE-SE A NATUREZA (A verdade por trás da RIO + 20)


Frei Betto

Às vésperas da Rio+20 é imprescindível denunciar a nova ofensiva do capitalismo neoliberal: a mercantilização da natureza. Já existe o mercado de carbono, estabelecido pelo Protocolo de Kyoto (1997). Ele determina que países desenvolvidos, principais poluidores, reduzam as emissões de gases de efeito estufa em 5,2%.

Reduzir o volume de veneno vomitado por aqueles países na atmosfera implica subtrair lucros. Assim, inventou-se o crédito de carbono. Uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) equivale a um crédito de carbono. O país rico ou suas empresas, ao ultrapassar o limite de poluição permitida, compra o crédito do país pobre ou de suas empresas que ainda não atingiram seus respectivos limites de emissão de CO2 e, assim, fica autorizado a emitir gases de efeito estufa. O valor dessa permissão deve ser inferior à multa que o país ricos pagaria, caso ultrapassasse seu limite de emissão de CO2.

Surge agora nova proposta: a venda de serviços ambientais. Leia-se:
apropriação e mercantilização das florestas tropicais, florestas plantadas (semeadas pelo ser humano) e ecossistemas. Devido à crise financeira que afeta os países desenvolvidos, o capital busca novas fontes de lucro. Ao capital industrial (produção) e ao capital financeiro (especulação), soma-se agora o capital natural (apropriação da natureza), também conhecido por economia verde.

A diferença dos serviços ambientais é que não são prestados por uma pessoa ou empresa; são ofertados, gratuitamente, pela natureza: água, alimentos, plantas medicinais, carbono (sua absorção e armazenamento), minérios, madeira etc. A proposta é dar um basta a essa gratuidade. Na lógica capitalista, o valor de troca de um bem está acima de seu valor de uso.
Portanto, tais bens naturais devem ter preços.

Os consumidores dos bens da natureza passariam a pagar, não apenas pela administração da “manufatura” do produto (como pagamos pela água que sai da torneira em casa), mas pelo próprio bem. Ocorre que a natureza não tem conta bancária para receber o dinheiro pago pelos serviços que presta. Os defensores dessa proposta afirmam que, portanto, alguém ou alguma instituição deve receber o pagamento - o dono da floresta ou do ecossistema.

A proposta não leva em conta as comunidades que vivem nas florestas. Uma moradora da comunidade de Katobo, floresta da República Democrática do Congo, relata:

“Na floresta, coletamos lenha, cultivamos alimentos e comemos. A floresta fornece tudo, legumes, todo tipo de animal, e isso nos permite viver bem.
Por isso que somos muito felizes com nossa floresta, porque nos permite conseguir tudo que precisamos. Quando ouvimos que a floresta poderia estar em perigo, isso nos preocupa, porque nunca poderíamos viver fora da floresta. E se alguém nos dissesse para abandonar a floresta, ficaríamos com muita raiva, porque não podemos imaginar uma vida que não seja dentro ou perto da floresta. Quando plantamos alimentos, temos comida, temos agricultura e também caça, e as mulheres pegam siri e peixe nos rios.
Temos diferentes tipos de legumes, e também plantas comestíveis da floresta, e frutas, e todo de tipo de coisa que comemos, que nos dá força e energia, proteínas, e tudo mais que precisamos.”

O comércio de serviços ambientais ignora essa visão dos povos da floresta.
Trata-se de um novo mecanismo de mercado, pelo qual a natureza é quantificada em unidades comercializáveis.

Essa ideia, que soa como absurda, surgiu nos países industrializados do hemisfério Norte na década de 1970, quando houve a crise ambiental. Europa e EUA tomaram consciência de que os recursos naturais são limitados. A Terra não tem como ser ampliada. E está doente, contaminada e degradada.

Frente a isso, os ideólogos do capitalismo propuseram valorizar os recursos naturais para salvá-los. Calcularam o valor dos serviços ambientais entre US$ 16 e 54 trilhões (o PIB mundial, a soma de bens e serviços, totaliza  atualmente US$ 62 trilhões). “Está na hora de reconhecer que a natureza é a maior empresa do mundo, trabalhando para beneficiar 100% da humanidade – e faz isso de graça”, afirmou Jean-Cristophe Vié, diretor do Programa de Espécies da IUCN, principal rede global pela conservação da natureza, financiada por governos, agências multilaterais e empresas multinacionais.

Em 1969, Garret Hardin publicou o artigo “A tragédia dos comuns” para justificar a necessidade de cercar a natureza, privatizá-la, e assim garantir sua preservação. Segundo o autor, o uso local e gratuito da natureza, como o faz uma tribo indígena, resulta em destruição (o que não corresponde à verdade). A única forma de preservá-la para o bem comum é torná-la administrável por quem possui competência – as grandes corporações empresariais. Eis a tese da economia verde.

Ora, sabemos como elas encaram a natureza: como mera produtora de ‘commodities’. Por isso, empresas estrangeiras compram, no Brasil, cada vez mais terras, o que significa uma desapropriação mercantil de nosso território.


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Informe do Grupo de Articulação Internacionalizado da Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental
Pela unidade e a mobilização do povos, em defesa da vida e dos bens comuns, justiça social e ambiental, contra a mercantilização da natureza e a “economia verde”
A um mês da conferência das Nações Unidas Rio+20, os povos do mundo não veem  resultados positivos no processo de negociação que está ocorrendo na conferência oficial. Ali não se está discutindo um balanço do cumprimento dos acordos alcançados na Rio 92, ou como mudar as causas da crise. O foco da discussão é um pacote de propostas enganosamente chamado de “economia verde” e a instauração de um novo sistema de governo ambiental internacional que o facilite.
A verdadeira causa estrutural das múltiplas crises é o capitalismo, com suas formas clássicas e renovadas de dominação, que concentra a riqueza e produz desigualdades sociais, desemprego, violência contra o povo e a criminalização de quem os denuncia. O sistema de produção e o consumo atual – representados por grandes corporações,  mercados financeiros e os governos que garantem sua manutenção – produzem e aprofundam  o aquecimento global e a crise climática, a fome e a desnutrição, a perda de florestas e da diversidade biológica e sócio-cultural,  a contaminação química, a escassez de água potável, a desertificação crescente dos solos, a acidificação dos mares, a grilagem de terras e a mercantilização de todos os aspectos da vida nas cidades e no campo .
A “economia verde”, ao contrário do que o seu nome sugere, é outra fase da acumulação capitalista. Nada na “economia verde” questiona ou substitui  a economia baseada no extrativismo de combustíveis fósseis, nem os seus padrões de consumo e produção industrial. Essa economia estende a economia exploradora das pessoas e do ambiente para novas áreas, alimentando assim o mito de que é possível o crescimento econômico infinito.
O falido modelo econômico, agora disfarçado de verde, pretende submeter todos os ciclos vitais da natureza às regras do mercado e ao domínio da tecnologia, da privatização e da mercantilização da natureza e suas funções. Assim como dos conhecimentos tradicionais, aumentando os mercados financeiros especulativos através dos mercados de carbono, de serviços ambientais, de compensações por biodiversidade e o mecanismo REDD+ (Redução de emissões por desmatamento evitado e degradação florestal).
Os transgênicos, os agrotóxicos, a tecnologia Terminator, os agrocombustíveis, a nanotecnologia, a biologia sintética, a vida artificial, a geo-engenharia e a energia nuclear, entre outros, são apresentados como “soluções tecnológicas” para os limites naturais do planeta e para as múltiplas crises, sem abordar as causas verdadeiras que as provocam.
Além disso, se promove a expansão do sistema alimentício agroindustrial, um dos maiores fatores causadores das crises climáticas, ambientais, econômicas e sociais, aprofundando a especulação com os alimentos. Com isso se favorece os interesses das corporações do agronegócio em detrimento da produção local, campesina, familiar, dos povos indígenas e das populações tradicionais, afetando a saúde de todos.
Como uma estratégia de negociação na conferência Rio+20, alguns governos de países ricos estão propondo um retrocesso dos princípios da Rio 92, como o princípio de responsabilidades comuns e diferenciadas, o princípio da precaução, o direito à informação e participação. Estão ameaçados direitos já consolidados, como os dos povos indígenas e populações tradicionais, dos camponeses, o direito humano à água, os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, dos imigrantes, o direito à alimentação, à habitação, à cidade, os direitos da juventude e das mulheres, o direito à saúde sexual e reprodutiva, à educação e também os direitos culturais.
Está se tentando instalar os chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que serão utilizados para promover a “economia verde”, enfraquecendo ainda mais os já insuficientes Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
O processo oficial propõe estabelecer formas de governança ambiental mundial que sirvam como administradores e facilitadores desta “economia verde”, com o protagonismo do Banco Mundial e outras instituições financeiras públicas ou privadas, nacionais e internacionais, que irão incentivar um novo ciclo de endividamento e ajustes estruturais disfarçados de verde. Não pode existir governança global democrática sem terminar com a atual captura corporativa das Nações Unidas.
Repudiamos este processo e conclamamos todos para que venham fortalecer as manifestações e construções de alternativas em todo o mundo.
Lutamos por uma mudança radical no atual modelo de produção e consumo, consolidando o nosso direito para nos desenvolvermos com modelos alternativos com base nas múltiplas realidades e vivências dos povos, genuinamente democráticas, respeitando os direitos humanos e coletivos, em harmonia com a natureza e com a justiça social e ambiental.
Afirmamos a construção coletiva de novos paradigmas baseados na soberania alimentar, na agroecologia e na economia solidária, na defesa da vida e dos bens comuns, na afirmação de todos os direitos ameaçados, o direito à terra e ao território, o direito à cidade, os direitos da natureza e das futuras gerações e a eliminação de toda forma de colonialismo e imperialismo.
Conclamamos todos os povos do mundo a apoiarem a luta do povo brasileiro contra a destruição de um dos mais importantes quadros legais de proteção às florestas (Código Florestal), o que abre caminhos para mais  desmatamentos em favor dos interesses do agronegócio e da ampliação da monocultura; e contra a implementação do mega projeto hidráulico de Belo Monte, que afeta a sobrevivência e as formas de vida dos povos da selva e a biodiversidade amazônica.
Reiteramos o convite para participação na Cúpula dos Povos que se realizará de 15 a 23 de junho no Rio de Janeiro. Será um ponto importante na trajetória das lutas globais por justiça social e ambiental que estamos construindo desde a Rio-92, particularmente a partir de Seattle, FSM, Cochabamba, onde se têm catapultado as lutas contra a OMC e a ALCA, pela justiça climática e contra o G-20. Incluímos também as mobilizações de massa como Occupy, indignados, a luta dos estudantes do Chile e de outros países e a primavera árabe.
Convocamos todos para que participem da mobilização global de 5 de junho (Dia Mundial do Ambiente); da mobilização do dia 18 de junho, contra o G20 (que desta vez se concentrará no “crescimento verde”) e na marcha da Cúpula dos Povos, no dia 20 junho, no Rio de Janeiro e no mundo, por justiça social e ambiental, contra a “economia verde”, a mercantilização da vida e da natureza e a defesa dos bens comuns e dos direitos dos povos.
Rio de Janeiro, 12 de maio de 2012
Assinam:
Grupo de Articulação Nacional e Internacional da Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental*.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Auxílio Reclusão. Qual será a sua reação?


Antes de qualquer coisa, visite o site oficial da previdência. É simples, basta escrever no Google as palavras Auxílio Reclusão e acessar o site oficial da Previdência Social.

Se quiser, pode clicar nesse link também (http://www.previdencia.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22), mas prefiro que descubra por você mesmo.

Não sei se você vai preferir primeiro ler o que diz no site, mas, vou dizendo aqui também. 


Esse benefício premia a família do criminoso com um auxílio em dinheiro enquanto o mesmo está preso. Você não leu errado e digo mais, o pior está por vir. Isso existe desde 2003 e em Janeiro de 2012 o benefício está em R$915,05. Sendo que esse benefício é por filho e dura enquanto o mesmo estiver preso. Se o criminoso receber liberação bom comportamento, seus filhos perdem o benefício, ou seja, para sua família é melhor ele ficar preso. Se for liberado, melhor ele cometer um novo crime. Mas, se ele se comportar mal e o criminoso morrer enquanto estiver preso, a previdência social deverá dar a família do criminoso uma pensão por morte. 

Não quebre a tela do seu computador com a raiva que está sentindo. Afinal, se você tem filhos e for vítima de um criminoso desses e for morto, azar o da sua família. Pior, se sua família for trabalhadora e contribuinte da previdência, vai ajudar nos benefícios da família do criminoso. Se sua família dependia de você, simplesmente não tem nada a receber da previdência. 

Dizer que esse país não é sério é apenas uma afirmação muito superficial. Vai muito além. É comandado essencialmente por bandidos. 

Fazendo uma parábola, pergunto: Um carro sempre é uma arma na mão de uma pessoa? Claro que não, depende da índole e da responsabilidade de quem está no comando do carro, concordamos?
A democracia é uma coisa ruim? Claro que não, depende da inteligência e comprometimento do povo que está no comando.

O político, antes de qualquer coisa é, na esmagadora maioria das vezes, um ladrão oportunista. Qual a oportunidade? A burrice e falta de comprometimento do povo com os rumos da política do Brasil. Leia mais um pouco, não caia na tentação de parar de ler agora.

Um empresário quando descobre um ou mais ladrões em sua empresa, sumariamente ele os demite. Caso não tenha provas, mas apenas fortes suspeitas, o empresário os demite pagando-lhes os direitos, mas, de alguma forma se livra dos ladrões. No lugar dos ladrões, coloca novos empregados, mesmo sabendo que nada é garantido e que dentre os novos há sempre alguma possibilidade de ter um novo empregado de má índole, mas, não há jeito, uma vez que não confia em alguns funcionários, deve fazer algo para se livrar destes. 

Sempre que se fala em renovar a política, o povo não enxerga até hoje em si mesmo que ele é o patrão, e a cada eleição ele tem a grande chance de mudar os políticos que lá estão. Não se renda ao pensamento que o próximo também pode roubar, se prenda ao pensamento que deve se livrar daqueles que você já não confia mais. Eu creio que no máximo uns cinco por cento dos políticos são honestos. Como é muito difícil saber quem é correto e quem não é, eu chego a conclusão de que devemos trocar todos.

Pense numa empresa onde 90% dos empregados roubam sua empresa. Isso é impossível na prática empresarial, mas, se fosse possível tal como é na política, é melhor colocar estagiários em todos os postos do que ter ladrões em quase toda a empresa. Lembre-se de que você vai trabalhar muito e ter uma aposentadoria muito ruim enquanto o congresso aprova leis como essa do Auxílio Reclusão. Um Congresso que aprova uma lei dessas deve ou não deve ser de muitos ladrões? Deve ou não deve ser todos trocados por pessoas que nunca estiveram no poder?

O voto nulo não tem o poder de gerar novas eleições. Leia meu artigo (http://obrasilista.blogspot.com.br/2012/01/mais-detalhes-sobre-o-voto-nulo.html)  que mostra a lei eleitoral na íntegra sobre o assunto. Não sou doutor da lei, mas, não sou analfabeto assim como você também não é, por isso, leia a lei e entenda isso por você mesmo. 

Mas, mesmo que o voto nulo dado pelo eleitor tivesse esse poder, o que aconteceria? Os mesmos candidatos poderiam concorrer e teríamos novos gastos desnecessariamente. Por isso, não adianta promover a votação nula pelo que a lei diz e pelo resultado prático que geraria se acontecer tal movimento.

Seja inteligente e se informe, aceite que a democracia é o melhor regime, basta o povo ser um bom motorista e responsável, voltando a usar a metáfora.

Faça a sua parte. Cheque todas as informações que receber, pela internet ficou fácil. Cruze as informações, visite sites do governo, lá tem tudo bem escrito para qualquer alfabetizado ler. Uma vez que você sabe as informações oficiais, combata as informações falsas dando aos seus amigos as informações corretas. Por fim, entenda que a única maneira de corrigir os erros dos políticos é na hora das eleições e não dar novamente poder para eles. Não acredite em campanhas caras, é muito óbvio que interesses de pessoas com poder econômico estejam financiando tais campanhas para conseguir votos para depois fazer esses políticos de fantoches. Em cada campanha, tem um tipo de “Carlinhos Cachoeira” que financia a campanha de um ou vários candidatos, que uma vez eleitos serão fantoches nas mãos destes.

Não permita que as campanhas caras sejam vitoriosas, não dê poder novamente para quem já esteve no poder, você sabe que é muito provável que ele seja mais um safado, ou por participação ou por conivência, afinal, quem sabe que o colega é ladrão é um conivente com o roubo. Você sabe que seu voto não deve ir para ladrões e sabe que maior parte comete diversos tipos de delitos, não vote de novo em nenhum deles ou vote nos que já foram eleitos pelos outros. Renove todos! Entre votar neles e arriscar em novos, pense como um empresário, ou seja,  é melhor arriscar em novos funcionários que manter quem perdeu sua confiança. 


Estou sendo repetitivo, porque, infelizmente é muito repetido o foco no voto nulo, mas, pela lei feita por esses bandidos, o voto nulo dado pelo eleitor para nada serve no combate do mau político, pelo contrário, quanto mais votos nulos e brancos, menos votos válidos são necessários para estes que possuem alguns votos válidos e poderão estar no poder pela legalidade dada pela lei eleitoral vigente. Se você pensa em mudar as leis, deve mudar todos os legisladores, não há outro jeito.

Pense no que leu e faça o que as duas coisas que são certas. Primeiro verifique se todas as informações dadas podem ser confirmadas nos sites oficiais do governo. Depois de confirmar, não fique resmungado com as paredes, passe a informação para o máximo de pessoas.

Qual será sua reação? Isso só depende de você.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Revista "Caras de Pau".

Eu acordei pensando: "- Como seria uma edição da Revista Caras visitando as luxuosas residências dos políticos do Brasil?" Com certeza ia ser muito interessante. Baseado nesse pensamento, resolvi fazer uma brincadeira e criei a capa de uma revista concorrente, chamada: Caras de Pau. Veja abaixo as principais manchetes...rs


Clique na imagem para ver ampliado

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Imposto ou extorsão?

Conforme o link http://g1.globo.com/videos/jornal-nacional/v/familias-brasileiras-gastam-mais-com-saude-do-que-o-governo-segundo-o-ibge/1774254/, apesar de nós termos um das mais pesadas cargas tributárias do sistema solar, os serviços não chegam a quem paga essa conta. A maior parte do dinheiro é roubada (vamos evitar eufemismos tal como chamar de verba desviada, é roubada mesmo), ou seja, o dinheiro é retirado de nossos bolsos para se tornarem furto de roubo. Vamos ler duas definições:

***imposto
Significado de Imposto
adj. Que se impôs: fiel ao dever imposto.
Colocado, posto.
Tipografia Disposto na rama: a forma imposta.
S.m. Contribuição ou tributo exigido para assegurar o funcionamento do Estado e das coletividades locais.

***extorsão

Significado de Extorsão

s.f. Ato de extorquir.
Uso de violência ou ameaça para obter dinheiro de alguém ou aquiescência a determinado plano.
Imposto excessivo.
Contribuição forçada para um fim.
Concussão; usurpação.

A extorsão também tem o significado de imposto excessivo. Baseado nisso, podemos concluir que uma vez que o governo recebe dinheiro para prover bons sistemas de saúde, educação, transporte e segurança, mas, você paga além do imposto por plano de saúde, educação particular, se endivida para comprar um carro e paga caro no seguro por falta de segurança, isso configura um ato de extorsão.

A ONU, uma organização séria fez uma avaliação dos países que pagam mais impostos, elencando 30 países. Sem surpresa, mostrou que já sabíamos, apesar de pagarmos os impostos mais altos deste elenco, fomos o último em devolução em serviços.

Como quem deve definir a reforma tributária é o Congresso Nacional, devemos fazer um limpeza e não dar votos para os ladrões que lá estão (não tenha dúvida, pelo menos 90% é ladrão), por isso, devemos não reeleger, preferencialmente ninguém, principalmente as raposas que lá estão 3, 4 ou até mais mandatos. O povo perece por sua burrice, deve parar de reeleger os bandidos.

Veja a matéria da ONU no JN.




quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mais detalhes sobre o voto nulo.

Caros leitores, melhor que ouvir uma pessoa amiga falar a cerca da lei é ler a própria lei. Voto nulo que anula uma eleição é o voto que a Justiça Eleitoral anula por questões legais, ou seja, um voto que seja direcionado para alguém, mas, baseado em fraude, se comprovado, será anulado. Se em uma eleição for comprovado que mais de 50% dos votos foram fraudados de alguma forma, esses serão anulados pela Justiça Eleitoral. Nesta situação, isso significa dizer que serão convocadas novas eleições. O voto nulo e branco por vontade do eleitor são descontados da eleição, ou seja, não surtem efeitos, são neutros. Não perca seu voto anulando da forma que for, nem se abstendo. Melhor seria votar sem consultar pesquisas e votar nos candidatos que estão com pouco dinheiro na campanha. Se estão com pouco dinheiro, provavelmente não estarão devendo a ninguém depois de eleitos. Melhor que ouvir é ler. Leiam os artigos 219 até 224, é bem curtinho. Boa leitura a todos!


Vejam o link http://www.dji.com.br/leis_ordinarias/1965-004735-ce/ce__219a224.htm ou leiam cópia abaixo.


Copie no seu facebook o link para divulgar os fatos: http://obrasilista.blogspot.com/2012/01/mais-detalhes-sobre-o-voto-nulo.html



Parte Quarta
Das Eleições
Título V
Da Apuração
Capítulo VI
Das Nulidades da Votação
Art. 219. Na aplicação da lei eleitoral o juiz atenderá sempre aos fins e resultados a que ela se dirige, abstendo-se de pronunciar nulidades sem demonstração de prejuízo.
Parágrafo único. A declaração de nulidade não poderá ser requerida pela parte que lhe deu causa nem a ela aproveitar.

Art. 220. É nula a votação:
I - quando feita perante mesa não nomeada pelo juiz eleitoral, ou constituída com ofensa à letra da lei;
II - quando efetuada em folhas de votação falsas;
III - quando realizada em dia, hora, ou local diferentes do designado ou encerrada antes das 17 horas;
IV - quando preterida formalidade essencial do sigilo dos sufrágios.
V - quando a seção eleitoral tiver ido localizada com infração do disposto nos §§ 4º e 5º do Art. 135. (Acrescentado pela L-004.961-1966)
Parágrafo único. A nulidade será pronunciada quando o órgão apurador conhecer do ato ou dos seus efeitos e o encontrar provada, não lhe sendo lícito supri-la, ainda que haja consenso das partes.

Art. 221. É anulável a votação:
I - quando a seção eleitoral tiver sido localizada com infração do disposto nos §§ 4º e 5º do Art. 135. (Revogado pela L-004.961-1966)
II - quando fôr negado ou sofrer restrição o direito de fiscalizar, e o fato constar da ata ou de protesto interposto, por escrito, no momento: (Alterado pela L-004.961-1966)
III - quando votar, sem as cautelas do Art. 147, § 2º. (Alterado pela L-004.961-1966)
a) eleitor excluído por sentença não cumprida por ocasião da remessa das folhas individuais de votação à mesa, desde que haja oportuna reclamação de partido;
b) eleitor de outra seção, salvo a hipótese do Art. 145;
c) alguém com falsa identidade em lugar do eleitor chamado.

Art. 222. É também anulável a votação, quando viciada de falsidade, fraude, coação, uso de meios de que trata o Art. 237, ou emprego de processo de propaganda ou cotação de sufrágios vedado por lei.
§  A prova far-se-á em processo apartado, que o Tribunal Superior regulará, observados os seguintes princípios:
I - é parte legítima para promovê-lo o Ministério Público ou o representante de partido que possa ser prejudicado;
II - a denúncia, instruída com justificação ou documentação idônea, será oferecida ao Tribunal ou juízo competente para diplomação, e poderá ser rejeitada in limine se manifestamente infundada;
III - feita a citação do partido acusado na pessoa do seu representante ou delegado, terá êste 48 (quarenta e oito) horas para contestar a argüição, seguindo-se uma instrução sumária por 5 (cinco) dias, e as legações, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, com as quais se encerrará provisoriamente o processo incidente;
IV - antes da diplomação o Tribunal ou Junta competente proferirá decisão sôbre os processos, determinando as retificações conseqüentes às nulidades que pronunciar. (Revogado pela L-004.961-1966)
§  A sentença anulatória de votação poderá, conforme a intensidade do dolo, ou grau de culpa, denegar o diploma ao candidato responsável, independentemente dos resultados escoimados das nulidades. (Revogado pela L-004.961-1966)

Art. 223. A nulidade de qualquer ato, não decretada de ofício pela Junta, só poderá ser argüida quando de sua prática, não mais podendo ser alegada, salvo se a argüição se basear em motivo superveniente ou de ordem constitucional.
§  Se a nulidade ocorrer em fase na qual não possa ser alegada no ato, poderá ser argüida na primeira oportunidade que para tanto se apresente.
§  Se se basear em motivo superveniente deverá ser alegada imediatamente, assim que se tornar conhecida, podendo as razões do recurso ser aditadas no prazo de 2 (dois) dias.
§ 3º A nulidade de qualquer ato, baseada em motivo de ordem constitucional, não poderá ser conhecida em recurso interposto fora do prazo. Perdido o prazo numa fase própria, só em outra que se apresentar poderá ser argüida. (Alterado pela L-004.961-1966)

Art. 224. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.
§  Se o Tribunal Regional na área de sua competência, deixar de cumprir o disposto neste artigo, o Procurador Regional levará o fato ao conhecimento do Procurador Geral, que providenciará junto ao Tribunal Superior para que seja marcada imediatamente nova eleição.
§  Ocorrendo qualquer dos casos previstos neste capítulo o Ministério Público promoverá, imediatamente a punição dos culpados.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Não compre carro zero em 2012.

Não compre carro zero em 2012, afinal, nesse país da hipocrisia, os empresários e os políticos são aliados. 


Os empresários só praticam preços abusivos porque os governantes permitem. Os governantes permitem porque recebem dinheiro para suas campanhas e com o preço abusivo podem cobrar efetivamente impostos mais rentáveis para bancar seus salários, aumentos, altos benefícios e toda a corja que mama esse dinheiro fácil e volumoso.


- Por que tudo isso acontece? 
- Porque você permite isso. 


Em 2012, o consumidor deve boicotar a compra de carros zero. Quem tiver seu carro usado deve estrategicamente preferir manter-se com ele. Quem não tiver carro, deve preferir um carro usado, assim, atingirá os bolsos dos empresários que abusam e por sua vez vão cobrar facilidades do governo, desmantelando todo esse esquema ordinário e corrupto.


Vamos ver alguns exemplos que provam esse abuso:


* Usando o valor do dólar de 1,80 reais.


Obs.: Nos EUA o salário mínimo é de 2.300 reais, enquanto no Brasil é de 622 reais, um valor 3,6 menor. No Brasil a classe média ganha entre 1 mil e 4 mil reais, ou seja, as duas primeiras parcelas da classe média no Brasil são literalmente pobres nos EUA. Até aí nada de espantoso, o espantoso são os preços no Brasil apesar de uma renda baixa e muito mais baixa que nos EUA. Um americano normal não poderia comprar o mesmo carro no Brasil, nem pagando em dólar. Esse é o ponto, vamos aos exemplos!


*** BASTA PEGAR OS VALORES ABAIXO E MULTIPLICAR POR 1,8. OS VALORES ABAIXO JÁ ESTÃO COM OS IMPOSTOS PRATICADOS NOS EUA.


*** CLIQUE NAS IMAGENS PARA VISUALIZAR MELHOR.





NÃO COMPRE CARRO ZERO!

FAÇA OS EMPRESÁRIOS USURPADORES E OPORTUNISTAS REVISAREM E MUDAREM SUAS MARGENS DE LUCRO. SEGURE A VONTADE E ADIE A NECESSIDADE! EM POUCO TEMPO A VANTAGEM SERÁ SUA AO COMPRAR O MESMO CARRO MAIS BARATO OU MESMO UM CARRO MUITO MAIS CONFORTÁVEL PARA VOCÊ E SUA FAMÍLIA PELO MESMO PREÇO. DIVULGUE ESSA CAMPANHA.

Links de consulta:
http://www.hyundaiusa.com/vehicle-lineup/
http://www.vw.com/en/models.html
http://www.ford.com/
http://www.toyota.com/camry/
http://www.kia.com/international/#/allModels/
http://progress.audiusa.com/
http://www.gm.com/vehicles/browseByBrand.html

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A Copa do Mundo é Nossa?

Caros leitores,

Essa euforia com a Copa do Mundo é muito incomoda para quem consegue enxergar pouco mais além ao próprio nariz. 

O blogueiro que vos fala já esteve como imprensa em um evento internacional. Eu estive nas Olimpíadas de Atenas em 2004. Um fato pouco comentado é o custo que terá aos privilegiados em poder assistir qualquer dia de evento. Alguém tem reparado nos preços de shows internacionais, tais como, Justin Bieber, Paul McCartney e outros? Os preços são altíssimos!!! 

Na Copa do Mundo vai ser muito pior, porque teremos um verdadeiro leilão, pois, teremos no Brasil pessoas que ganham em dólar e em euro, que vêm de países mais igualitários que o nosso. Um amigo meu que mora na França me relatou que lá pessoas bem de vida ganham em média três salários mínimos e ele nunca viu ninguém ganhar algo em torno de dez salários mínimo. Na França, seguindo o exemplo que recebi, o salário mínimo é de 1300 euros (algo como 3.500 reais). Isso quer dizer que uma pessoa normal na França ganha entre 7.000 e 10.500 reais, pessoas com uma renda muito maior que nossa média de 1360 reais. 

Em resumo, aqui teremos eventos custando 500 reais ou mais, perfeitamente dentro do padrão europeu. O problema é que com esses preços, o brasileiro que vive de salário não terá vez. O brasileiro com um evento em casa vai assistir pela televisão tal como se o evento fosse até mesmo fora do planeta. A diferença é que ele sentirá em casa todos os efeitos de receber tantas pessoas em casa para uma festa, mas sem poder participar do que mais importa: da festa.

Mas, calma, tem uma parte que o povo brasileiro vai participar. Pagar toda a conta.

Não acabou, teremos outra grande festa em 2016.

Oremos por esse povo que padece por votar tão mal.