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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Paz sem guerra... será?

Uma frase muito conhecida é: "Se você quiser a paz, prepare-se para a guerra".

Infelizmente as comunidades têm seus donos com seus nomes até mesmo famosos, como terceiro comando, comando vermelho, amigo dos amigos e etc. Só quem é muito ingênuo não entende como isso funciona. Qualquer um que queira ajudar uma comunidade humilde tem que ter a permissão do dono do morro. Nada acontece "pacificamente" sem a aprovação do instituido dono do morro.

Estranhamente as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) estão pacificando sem guerra, será que o dono do morro quer a paz? Se isso é verdade, nem todos querem, pois, até o momento, só os comandantes do terceiro comando tem aceito essa paz sem guerra.

O Rio de Janeiro é a cidade mais famosa do turismo do Brasil e o seu problema mais famoso é o da segurança, famoso nacionalmente e internacionalmente. O futuro (educação) e a vida (saúde) não dão votos. O que dá voto é diversão, mesmo que seja só para alguns. Ninguém precisa ter uma boa vida, basta assistir pela tevê ou ler nas revistas e nos sites.

Na minha opinião, o Sérgio Cabral Filho quer ser presidente deste país e para isso ele precisa de uma marca nacional e quem sabe internacional. Que tal ser o governador a pacificou o Rio de Janeiro?

Não quero acusar ninguém, mas paz sem guerra é um tanto inusitado. É uma roda de formato não circular, uma roda reinventada. Paz sem guerra é diplomacia. Será que aqui tem bandido diplomata? Se sim, qual será o acordo? Será que os cidadãos fora dos grandes centros estão fora do acordo de paz? Será que a guerra na Serrinha de Madureira e os arrastões estão nos acordos "diplomáticos"?

Rio de Janeiro é composto de Centro, Zona Sul e Barra, as UPPs estão justamente trabalhando na Tijuca (arredores do Centro), Dona Marta (Zona Sul) e Cidade de Deus (arredores da Barra), as demais regiões não são Rio de Janeiro, não estão nos postais.

O Brasilista não desconfia nem um pouco. É uma qustão de certeza, afinal o maiores malfeitores usam gravata. Assista esse vídeo. A letra da música diz tudo!



Bandidos de Terno
(Caso 1 - O executivo calculista)

Você já foi humano
Já foi mais emotivo
Mas nunca cresceria como executivo...
Sem sorriso forçado
Sem discurso ensaiado
E sem sacanear o colega do lado

Hoje semimorto
Mas com todo o conforto
Será que você consegue ver?
Você vendeu sua alma!

(Caso 2 - O falso homem de Deus)

Com o dom da palavra
E a fé sem tamanho
Você só desejava salvar seu rebanho

Pra "expandir a obra"
Pregava o dia inteiro
E implorava por doações em dinheiro

Hoje torra a grana
E ainda se engana
Dizendo que é presente de Deus
Você vendeu sua alma

(Refrão)
O diabo usa gravata! (3 X)
E te mata!

(Caso 3 - O político corrupto)

Em busca de justiça
Você, ainda novo,
Chegou até Brasília nos braços do povo

No início foi difícil
Você ficou chocado
Ao ver o mar de lama onde havia entrado

Hoje, quem diria
Você bola o esquema
E diz que a culpa é do sistema!
Você vendeu sua alma!

(Refrão)

Sei que a miséria te assusta
E a violência é o inferno
Mas a fonte real
De todo o mal
São os bandidos de terno!

(Solo, refrão)

(Música: Neto Castanheira, Maurício Ricardo)

Os Seminovos são: Neto Fog (voz), Maurício Ricardo (baixo, voz), Neto Castanheira (guitarras, produção), Tchana (guitarra base, voz), Alex Mororó (bateria).

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O Cabral venceu no primeiro turno sem a maioria, acredite!

Esse é um problema sério no processo eleitoral quase obrigatório. Pensemos, o Cabral foi eleito com 4,5 milhões de votos de um total de aproximadamente 11 milhões de eleitores, isso quer dizer que com 40,9 por cento de todo o eleitorado ele foi eleito. Dados ainda mais alarmantes, 20% preferiu abster-se e pagar a multa, ou seja, 2,2 milhões de eleitores largaram de decidir qualquer coisa, fora os tantos que anularam ou votaram em branco. Em resumo, mais de 25% estavam contra qualquer um dos candidatos.

Podemos concluir que 59,1% dos eleitores não queriam o Sérgio Cabral como Governador, mas lá ele está reeleito e no primeiro turno.

Ou nós aprendemos a jogar esse jogo direito ou vamos continuar perdendo.

Estou preparando um análise geral dessas eleições e publicarei em breve.

Abraços!

A Marina vai perder ou vai ganhar?

Como todos sabem, a Marina em 2011 não será presidente do Brasil. Mas eu me pergunto se agora no segundo turno ela vai perder ou vai ganhar.

Agora ela tem três opções, cada uma com um peso muito grande. Ela pode apoiar o Dilma, depois de fazer pesadas críticas ao governo PT que teve que sair. Apoiar ao Serra o qual o PV apoia e ele já está se chegando dizendo que ideias sobre ao meio ambiente semelhantes. E ainda pode não apoior ninguém, o que seu partido não iria gostar muito, pois estar no poder para quem é político sempre é muito bom.

Não tenho opinião formada sobre o que a Marina irá decidir. Eu, como carioca, torço pela opção mais improvável, a neutralidade, afinal, se dependesse do Rio de Janeiro a Marina estava no segundo turno (ela teve aqui mais votos que o Serra). Para ela ser uma opção forte em 2014, afinal, nesse futuro teremos Aécio Neves e Sérgio Cabral disputando além da Dilma ou do Serra. Mais um motivo para eu ter dificuldade de enxergar qual será a decisão da Marina.

Esse post de hoje não é nem um pouco afirmativo, tem pergunta no título e no texto e agora no final:

Qual a sua opinião sobre possível a decisão da Marina?
Qual seria a melhor opção para ela?

Parecem a mesma pergunta, mas não necessariamente é.

Abraços,
Marcos César
(Editor de O Brasilista)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A Política e a interpretação das pesquisas.

Quando uma determinada empresa quer lançar um produto faz-se a famosa pesquisa de mercado. Existe uma história bem-humorada onde uma empresa de calçados queria expandir seu mercado exportando, por isso enviou um executivo para uma determinada cidade da África. Chegando lá, ele percebeu que as pessoas andavam naturalmente descalças. Ao voltar para empresa ele disse que não percebeu chances de mercado naquela cidade, pois as pessoas tinham o costume de andar descalças. Uma empresa concorrente soube da viagem para a África e também enviou um executivo, sem saber da conclusão da concorrência ele pediu de lá mesmo uma encomenda de 10 mil pares de sapatos, já que ninguém tinha sapatos por lá, ele queria pegar o mercado primeiro.

A pesquisa serve bem pra isso, conhecer o mercado, o difícil é saber interpretar bem os dados. Nós, eleitores, podemos ser muito influenciados pelas pesquisas políticas. É necessário ter muito discernimento pra acertar a conclusão conforme os dados das pesquisas. O primeiro executivo coletou os mesmos dados e concluiu completamente diferente do segundo.

O Brasilista sabe do tamanho da força do poder econômico e que nas eleições eles investem pesado nos dois melhores produtos para eles, no caso hoje Dilma e Serra, segundo as pesquisas. Quem ganhar eles já tem domínio completo. Não tem segredos, o multi-bilionário Eike Batista, por exemplo, doou 1 milhão para cada candidatura. No mínimo ele é um bom amigo dos dois. Sabemos que o Serra tem muita rejeição por conta do FHC, ou seja, ele no segundo turno com a Dilma é um presente para ela. A Dilma está preparada para comprarar ambos governos onde o Lula tem mais de 70% de aprovação. Quem não quiser a Dilma para presidente deve votar na Marina. Vou justificar. A Marina também é mulher, logo esse diferencial de ser a primeira mulher não pode colar mais, com a Marina no segundo turno com a Dilma só poderemos ter uma mulher como presidente. A Dilma perde a chance de comparações, afinal, a Marina não tem ligação com nenhum ex-presidente.

Apesar do poder econômico saber da influência das pesquisas, nós, seres pensantes, podemos agir e ser como o segundo executivo e usar a mesma pesquisa ao nosso favor, não para o favor deles.

O blog O Brasilista é muito pequeno para poder mudar tantos votos, mas o efeito internet pode rapidamente propagar uma idéia, um argumento.

Copie e divulgue na íntegra esse post.

Antigamente não tinhamos nossa voz, tanto é verdade que o humorista, músico e escritor Juca Chavez uma vez disse: "O Brasil se divide em dois grupos. Um grupo de 95% de pessoas que não tem com quem reclamar. O outro grupo com 5% que não tem do que reclamar".

Agora temos a internet e o poder logarítmico explosivo da divulgação do pensamento. As pessoas que possuem acesso a internet e votam no Serra devem entender que a melhor opção na verdade é a Marina. Uma pessoa de origem humilde. Só dela ter vindo do Acre e analfabeta até os 13 anos acaba com muitos currículos de humildade. Venceu na vida estudando. A Dilma não é páreo para ela.

Repito, copie esse texto todo e envie para seus amigos. Quanto mais gente souber das bases da ideia, melhor, pois não é um pedidinho de voto, é um argumento.

Boa sorte para todos nós nessas eleições!

Blog - O Brasilista.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O Tiririca deixou os políticos tiriricas.

Para quem não assistiu, veja abaixo a campanha do Tiririca em São Paulo.



Como todos sabem, ele está na eminência de ter sua candidatura impugnada. Para quem não sabe, além dos esculachos que ele colocou no ar, ele também mostrou previamente apto a executar as maracutais e afins que existem no meio político. Vou explicar. Quando um cidadão está respondendo a um processo judicial, principalmente no âmbito familiar, ele não pode se desfazer de bens, pois, isso é considerado má fé. O Tiririca, "muito esperto", respondendo processo de sua ex-esposa, tirou todos os seus bens de seu nome. Foi querer, com o perdão da palavra, sacanear os políticos estando ele com o seu rabo sujo, tomou essa rasteira para deixar de ser palhaço (ou continuar sendo) e agora seus companheiros que estavam Tiririca porque iam ganhar sem precisar de tantos votos, agora estão tiririca de nervosos com toda essa trapalhada. Mas trapalhada era de outro programa, bem mais inocente.

Agora ele vai cantar:

"É a propina, é a propina;
É a propina que seduz;
Fui querer me encher de grana;
Olha só onde eu me pus!"

O Brasilista fica triste com essas coisas, mas não perde a piada.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Se o voto nulo do eleitor não anula a eleição, o que podemos fazer?

Agora que já sabemos o que é legalmente o voto nulo e sabemos que na verdade ele é dois tipos: 1 - Anulado pelo eleitor. 2 - Anulado pela Justiça Eleitoral quando detectada fraude. Vamos examinar então o aspecto de voto com efeito de nulo, mesmo quando se vota em alguém.

Dessa vez não estou falando da Justiça Eleitoral nem sobre lei, mas sobre uma estratégia do que podemos fazer para melhorar a qualidade dos políticos que recebem o poder do povo.

Existe uma constância de pessoas com forte apoio financeiro para suas campanhas. É fácil no mínimo suspeitar desse candidato, pois, o dinheiro que ele recebe na campanha nem em um mandato de 20 anos ele consegue devolver o dinheiro, logo, imaginar que ele tem o "rabo preso" não é nem um pouco injusto. Sendo assim, o voto popular em um candidado provavelmente com o "rabo preso" não deixa de ser também uma espécie de voto nulo, pois, ele não atenderá as necessidades dos populares, mas de quem financiou sua eleição.

Então, já sabemos que quando o eleitor vota nulo ajuda quem tem base financeira para campanha, pois, ele terá os votos ganhos na sua cara campanha, logo, essa estratégia não resolve. Votar nulo é como aquela criança que se joga no chão ou o presidiário que queima os colchões, apesar de serem formas de protesto, nunca levam a lugar nenhum, só serve para tomar mais porrada. Votar em quem tem campanha cara também não adianta e já está que explicado o motivo. Só restou o povo gostar um pouco mais do seu semelhante e votar em pessoas de sua região e preferencialmente por pessoas simples. Tem gente que vai dizer que não adianta porque depois que entrar lá vai entrar no esquema. Daí pergunto: Pensar assim resolve? Pensar assim é admitir que é melhor votar nulo ou em quem tem dinheiro. Será que é melhor manter esse círculo vicioso? Muita gente concorda que o voto distrital é uma solução. Mas, nunca foi proibido votar em pessoas de sua região, repito, nunca! Ou seja, criar esse regulamento seria bom, pois, faria o curral votar na marra em pessoas dos seus locais. Mas, eu não sou gado nem faço parte de curral, voto em quem eu quiser, aliás, nós todos votamos em quem quisermos. Eu não preciso de uma regra para votar em quem está mais perto de mim.

Respondendo a pergunta desse artigo, não devemos mais nos comportar feito gado que é comandado por um fazendeiro que só vai no curral para receber a renovação do direito de comandar suas vidas. Diferente do gado, nós pensamos. O problema não é do potencial do gado, mas está nos péssimos hábitos.

Não vote nulo e nem em candidato a reeleição, ainda mais com campanha cara.

Nota: Uma coisa engraçada que inventaram aqui no Brasil é o termo voto de confiança. Afinal, pelo que sei todo voto é sincero, logo, de confiança e é sobre isso que se fala no próximo paragráfo.

Apareceu no Jornal da Band, pena que eu não gravei e nem achei no YouTube. Apareceram em entrevista os políticos escolhidos pelo povo da Suiça. Chega a ser lindo um político falando. Na entrevista de um deles, em sua casa modesta se comparadas com as mansões que os nossos aqui possuem, é perguntado pelo repórter se com um salário tão modesto valia a pena ser político. Ele respondeu perguntando: Tem algo mais importante que receber a confiança de tantas pessoas?

Daí eu pergunto: Você tem escolhido bem para quem tem dado seus votos de confiança, já que anular não adianta nada?

O Brasilista nasceu no Brasil mas pensa que nem os suiços e outros povos inteligentes desse mundo.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Felicidade numa simples frase.

"A felicidade nada mais é do que boa saúde e memória fraca".
Frase do Orkut.

Sei que em um blog faz sentido ter um texto, mas a frase é tão boa que nem quis escrever mais nada por hoje.

Abraços e até a próxima.